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Fórmula 1: FIA veta modo reto especial em Mônaco

Medida da FIA busca equilibrar a disputa em Mônaco e afeta estratégias das equipes na corrida.

NotSports 29 May 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Mudança visa equilibrar competição e pode alterar a ordem das equipes no GP.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) surpreendeu o mundo da Fórmula 1 ao anunciar a proibição do uso de um "modo reto" especial nos carros durante o Grande Prêmio de Mônaco. A decisão, divulgada na última semana de maio, tem como objetivo principal aumentar a competitividade na pista monegasca, conhecida por suas características únicas e dificuldade de ultrapassagem. A medida promete impactar a estratégia das equipes e, potencialmente, a ordem de desempenho no grid.

A principal razão por trás da proibição reside na busca por um campo de jogo mais nivelado. O "modo reto", um sistema que permite aos carros otimizar a potência do motor e a aerodinâmica em retas específicas, vinha sendo explorado por algumas equipes para obter uma vantagem significativa, especialmente nas curtas retas do circuito de Mônaco. A FIA, atenta a essa disparidade, considerou que o uso irrestrito desse sistema poderia comprometer a essência da competição, tornando as ultrapassagens ainda mais raras e previsíveis.

A decisão da FIA gerou reações mistas entre as equipes. Algumas, que já haviam investido no desenvolvimento e otimização do "modo reto", expressaram preocupação com o impacto da proibição em seu desempenho. Outras, que não dispunham de recursos para explorar essa tecnologia em profundidade, viram a medida como uma oportunidade de se aproximar das equipes de ponta.

Especialistas apontam que a mudança pode beneficiar equipes que priorizam a dirigibilidade e a eficiência aerodinâmica em curvas, características cruciais para um bom desempenho em Mônaco. A capacidade dos pilotos de extrair o máximo de seus carros nas seções sinuosas do circuito se tornará ainda mais importante, já que a vantagem obtida nas retas será minimizada.

A proibição do "modo reto" em Mônaco levanta questões sobre o futuro da regulamentação técnica na Fórmula 1. A FIA tem demonstrado uma crescente preocupação em equilibrar a competição, limitando o desenvolvimento de tecnologias que possam gerar vantagens excessivas para algumas equipes. Essa tendência pode levar a um maior controle sobre as inovações técnicas e a uma busca por soluções que promovam a igualdade de oportunidades entre os competidores.

O Grande Prêmio de Mônaco sempre foi um evento especial no calendário da Fórmula 1, conhecido por seu glamour, história e desafio único. A proibição do "modo reto" adiciona um novo elemento de incerteza à corrida, tornando-a ainda mais imprevisível e emocionante. Resta saber se a medida da FIA será suficiente para aumentar as ultrapassagens e tornar a competição mais justa, ou se as equipes encontrarão novas maneiras de explorar as brechas no regulamento e obter uma vantagem sobre seus rivais. O resultado, como sempre, será revelado na pista.

A medida da FIA, embora focada no GP de Mônaco, ecoa preocupações mais amplas sobre a saúde e segurança dos pilotos, ainda que indiretamente. Em outros esportes a motor, como a NASCAR, casos de pilotos competindo em condições de saúde precárias, como o de Kyle Busch, que correu com pneumonia, demonstram a importância de regulamentações que garantam a integridade física dos competidores. Embora a situação seja diferente na F1, a FIA demonstra estar atenta a fatores que podem comprometer o desempenho e a segurança na pista, mesmo que por vias transversas como a limitação de tecnologias que poderiam levar a um esforço excessivo dos pilotos.

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